Advogadas questionam Sonaira Fernandes para secretaria de Tarcísio e coletam assinaturas em carta

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Um grupo de advogadas paulistas está reunindo assinaturas em uma carta que questiona a indicação da vereadora paulistana Sonaira Fernandes

Mônica Bergamo

São Paulo, SP

Um grupo de advogadas paulistas está reunindo assinaturas em uma carta que questiona a indicação da vereadora paulistana Sonaira Fernandes (Republicanos) para a Secretaria de Políticas para Mulheres de São Paulo, sob a gestão do governador eleito Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O documento afirma que a parlamentar ataca os direitos fundamentais das mulheres e seus direitos reprodutivos ao adotar supostas “retóricas levianas”. Nas redes sociais, Fernandes já associou o feminismo à prática de genocídio e disse se tratar de uma “ideologia imunda” que “mata mais que guerras e doenças”.

“Seja por desconhecimento ou por evidente má-fé pautada em um discurso vazio e eleitoreiro, a indicada demoniza o feminismo, cuja pauta histórica é, exatamente, a defesa da igualdade entre gêneros, como insculpido na Constituição Federal”, afirma a carta.
“A indicada parece ignorar que as balizas do movimento feminista de defesa de mulheres visam garantir especialmente os direitos à dignidade, à liberdade, ao respeito, à integridade física e mental e à proteção, tão necessários em um país que diuturnamente dizima, assedia e violenta suas mulheres”, segue.

A iniciativa é encabeçada pelas advogadas Adriana Cecílio, Ana Carolina Moreira Santos, Claudia Luna, Luanda Pires e Maíra Recchia. Até o início da tarde desta segunda (26), a carta tinha a adesão de 255 assinaturas.
De acordo com as articuladoras, a deslegitimação do feminismo encampada pela vereadora de São Paulo expõe a “ausência de envergadura, legitimidade e representatividade da indicada para o avanço das políticas públicas de proteção de mulheres e meninas”.

Elas ainda destacam que a busca pela igualdade entre homens e mulheres promoveu importantes avanços sociais -inclusive a inclusão das mulheres na política institucional.
“Não é o feminismo a razão recorrente das mortes de mulheres, e, sim, a ausência de políticas públicas que, ao assumir uma postura misógina ou negacionista, coloca o Estado numa posição de quem apoia, se coloca a favor ou ignora o extermínio reiterado de mulheres”, diz o documento.


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Como mostrou o Painel, Sonaira Fernandes dedicou seu mandato de vereadora à defesa de causas do agrado da base conservadora e evangélica. Sua atuação gerou comparações com a ex-ministra e senadora eleita Damares Alves (Republicanos-DF).
Entre os projetos que Fernandes apresentou estão a proibição de cotas raciais em instituições públicas e privadas na cidade de São Paulo e o veto à obrigatoriedade do uso de máscaras durante a pandemia da Covid-19.
Em nota ao Painel, no entanto, a vereadora disse que terá atitude diferente como secretária. “No governo estadual, nosso trabalho assume uma dimensão extremamente diferente. Vamos trabalhar, inclusive, para os paulistas que não votaram em nós. A pauta de trabalho refletirá os interesses do povo paulista como um todo. E, nesse sentido, estaremos abertos ao diálogo respeitoso com todos os segmentos que nos procurarem”, afirmou.

Ela declarou ainda que seu foco no cargo será no atendimento de mulheres vítimas de violência. “O escopo do trabalho será bastante diversificado. A saúde da mulher será uma das prioridades, assim como o apoio às mulheres empreendedoras. Vamos trabalhar, por exemplo, desde as demandas das mulheres que sofrem de endometriose até as questões que afetam as mulheres que estão na periferia buscando gerir seus pequenos negócios.”

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