Egonu chora ao relatar racismo e indica aposentadoria da seleção italiana

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Com apenas 23 anos, a oposta tem um dos ataques mais potentes do mundo do vôlei e é peça fundamental para a seleção da Itália

Uma das principais jogadoras de vôlei do mundo, Paola Egonu foi mais uma vez alvo de racismo no esporte. Com o final da participação italiana no Mundial de Vôlei, a jogadora relatou mais um episódio ofensivo e chorou após a partida contra os Estados Unidos.

Depois da vitória na disputa pelo terceiro lugar do Mundial, Egonu foi flagrada desabafando com seu empresário Marco Raguzzoni, à beira da quadra. “Você não pode entender, você não pode entender. É o meu último jogo na seleção. Eles me perguntaram se eu era italiana… Estou cansada”, disse.

Com apenas 23 anos, a oposta tem um dos ataques mais potentes do mundo do vôlei e é peça fundamental para a seleção da Itália. Ela já disputou duas Olimpíadas pelo país e foi vice-campeã Mundial em 2018, sendo eleita a melhor oposta da competição.

Porém, constantemente, Egonu é alvo de racismo e, ao final da partida contra os Estados Unidos, mais um caso veio à tona. Ainda este ano, uma apresentadora de TV italiana chegou a se referir a Egonu com um termo racista, ao dizer: “Você falou de dois macacos, mas sabe que eu acrescentaria um terceiro: Egonu”.
Sem confirmação oficial ainda, é incerto a posição de Egonu sobre a aposentadoria da seleção. Caso ela mantenha a decisão, seu último jogo deve ser a vitória sobre os EUA, na disputa do terceiro lugar do Mundial, em que as italianas fizeram 3 sets a 0 (25/20, 25/15, 27/25).



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