Isis Valverde fala sobre sua personagem em filme

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Isis Valverde usou suas redes sociais nesta quinta-feira (15) para falar sobre Ângela Diniz, a socialite mineira assassinada pelo marido em 1976

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)

Isis Valverde usou suas redes sociais nesta quinta-feira (15) para falar sobre Ângela Diniz, a socialite mineira assassinada pelo marido em dezembro de 1976, em Búzios (RJ). Ela tinha 32 anos e foi morta com quatro tiros no rosto pelo marido, o playboy Raul Fernando do Amaral Road, o Doca Road.

Isis, 36, vai interpretar Ângela no cinema, em filme dirigido por Hugo Prata, de “Elis”. Em seu put up, a atriz discorreu sobre o feminicídio, qualificado como crime apenas em 2015. “Isso não quer dizer que antes as mulheres não eram assassinadas pelo fato de serem mulheres”, escreveu, lembrando que o caso de Ângela foi um dos mais emblemáticos do país.

Na época, o advogado de Doca, Evandro Lins e Silva, alegou que seu cliente teria matado “por amor” e agido em “legítima defesa da honra”: Ângela seria uma “Vênus lasciva” que convidava “outros e outras” para a cama do casal, enquanto o playboy period um “mancebo bonito e trabalhador”.

Com esta tese da “legítima defesa da honra”, Doca foi condenado a dois anos de prisão no primeiro julgamento. Réu primário, cumpriu a pena em liberdade. O argumento machista e a estratégia da defesa de culpar Ângela por seu próprio assassinato geraram polêmica e indignação, dando início a um movimento feminista que tinha como slogan “Quem ama não mata”.

Sobre este contexto, Isis, a Ângela Diniz das telas, escreveu agora: “O resultado do primeiro julgamento foi que ele period inocente e tinha agido para defender a própria honra. Os argumentos não mudam muito, mesmo 45 anos depois. Se somos agredidas ou mortas, sempre querem nos culpar: nós, as vítimas”.

O podcast “Praia dos Ossos”, da Rádio Novelo, reconstituiu recentemente a trajetória da socialite, famosa pelo apelido “Pantera de Minas”, e contou, em oito episódios, toda a história do crime que chocou o país e tornou-se um marco no movimento feminista brasileiro.


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